Lei do Aluguel
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Quem aluga e pensa em comprar: imóvel anunciado sobe 5,44 por cento em 12 meses no FipeZAP

Resposta rápidaO Índice FipeZAP mostra que o preço pedido por imóveis residenciais subiu 0,48 por cento em outubro de 2026 e 5,44 por cento em 12 meses, nas 56 cidades pesquisadas. A alta supera o IGP-M, de 5,24 por cento, e o IPCA estimado, de 4,82 por cento. O dado mede anúncios, e não vendas fechadas, nem o custo de quem mora de aluguel.
Neste artigoO número do mêsSeu aluguel não muda por causa desse índiceQuanto custa o metro quadradoOnde subiu e onde caiuOs limites do dadoPerguntas frequentesFontes

O número do mês

O preço médio anunciado de imóveis residenciais subiu 0,48 por cento em outubro de 2026, nas 56 cidades do Índice FipeZAP. Em setembro, a alta tinha sido de 0,58 por cento. Em 12 meses, o acumulado chega a 5,44 por cento, e 44 das 56 cidades subiram no mês.

Segundo a IstoÉ Dinheiro, essa variação ficou acima do IPCA estimado para o período, de 4,82 por cento, e do IGP-M, de 5,24 por cento.

Mas o que isso diz a quem paga aluguel hoje? Duas coisas. Uma é sobre o seu contrato, e a outra é sobre a conta de quem pensa em comprar.

Seu aluguel não muda por causa desse índice

O FipeZAP de venda mede preço pedido em anúncio. Ele não é índice de reajuste do seu contrato. O aluguel em curso segue o indicador combinado e a data prevista, como detalhamos no guia de reajuste e na conta do reajuste de novembro.

Também é preciso separar este índice do FipeZAP de locação, que mede anúncios de aluguel. Não conseguimos abrir o informe de locação de outubro quando esta nota foi escrita, em 7 de novembro de 2026. Por isso, ela não compara os dois no mesmo mês.

Quanto custa o metro quadrado

Estes são os preços médios anunciados em outubro de 2026, com a conta para um apartamento de 50 m². A multiplicação é nossa e serve só como referência, porque cada bairro e cada imóvel têm seu preço.

CapitalPreço por m²50 m²
VitóriaR$ 15.938R$ 796.900
FlorianópolisR$ 13.690R$ 684.500
São PauloR$ 12.254R$ 612.700
CuritibaR$ 11.716R$ 585.800
Rio de JaneiroR$ 11.372R$ 568.600
Belo HorizonteR$ 10.696R$ 534.800
BrasíliaR$ 10.646R$ 532.300
MaceióR$ 10.069R$ 503.450
FortalezaR$ 9.767R$ 488.350
RecifeR$ 9.179R$ 458.950

Onde subiu e onde caiu

Entre as capitais citadas pelo InfoMoney, as maiores altas do mês foram em Aracaju (1,99 por cento), Brasília (1,85 por cento) e Recife (1,49 por cento). As quedas apareceram em Campo Grande (-1,72 por cento), Belém (-0,59 por cento) e Curitiba (-0,43 por cento).

No acumulado de 2026, Vitória lidera, com 12,27 por cento, seguida de Aracaju (11,24 por cento) e Manaus (8,88 por cento). Em São Paulo, a alta de 12 meses foi de 3,59 por cento, abaixo da inflação do período, segundo o InfoMoney.

Os limites do dado

Três ressalvas evitam leitura errada.

  • O índice usa preço pedido, e o valor fechado pode ser menor.
  • A alta do anúncio não equivale ao retorno de quem compra para alugar, que depende de aluguel recebido, vacância e custos, como observa a IstoÉ Dinheiro.
  • Preço de compra é só parte da decisão. Juros e entrada pesam, e tratamos disso em Selic e financiamento para quem mora de aluguel.

Esta nota informa dados de mercado e não recomenda comprar nem continuar alugando.

Perguntas frequentes

Quanto os imóveis subiram em outubro de 2026?

0,48 por cento no preço médio anunciado, segundo o FipeZAP, contra 0,58 por cento em setembro. Em 12 meses, 5,44 por cento.

A alta do FipeZAP aumenta meu aluguel?

Não diretamente. O índice mede preço de venda anunciado. O aluguel em curso segue o índice e a data de reajuste previstos no contrato.

Qual a capital com metro quadrado mais caro?

Vitória, com R$ 15.938 em outubro de 2026, seguida de Florianópolis (R$ 13.690) e São Paulo (R$ 12.254), segundo o InfoMoney.

Onde os preços caíram no mês?

Entre as capitais citadas, Campo Grande (-1,72 por cento), Belém (-0,59 por cento) e Curitiba (-0,43 por cento).

O preço anunciado é o preço pago?

Não necessariamente. O índice usa valores pedidos em anúncios, e o negócio fechado pode sair por menos depois de desconto.

Fontes

Revisão jurídica: Matheus Lorenzen do Amaral, advogado (OAB/RS 90.061 e OAB/SC 74.552), Araranguá/SC.
Atualizado em 7 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.

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