Lei do Aluguel
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Aluguel de 70 m² em João Pessoa consumiu 91 por cento da renda mediana em 2025, diz estudo da UFPB

Resposta rápidaUm estudo do Labimec, da UFPB, divulgado pelo WSCOM em 5 de novembro de 2026, calcula que alugar um apartamento de 70 m² em João Pessoa custou em média R$ 3.218 por mês em 2025, o equivalente a 91 por cento da renda mediana estimada das famílias paraibanas, de R$ 3.550. O imóvel de 50 m² ficou em R$ 2.299, ou 65 por cento. A Lei do Inquilinato não fixa teto geral de aluguel.
Neste artigoO que o estudo encontrouComo ler esse númeroO que muda para quem mora de aluguelAntes de assinarPerguntas frequentesFontes

O que o estudo encontrou

Quanto da renda vai para o aluguel em João Pessoa? O Laboratório de Inteligência Artificial e Modelagem Econômica (Labimec), da Universidade Federal da Paraíba, cruzou o índice FipeZap com a Pnad Contínua, do IBGE. Os resultados saíram em reportagem do WSCOM de 5 de novembro de 2026.

O dado que chama atenção é de 2025. Um apartamento de 70 m² teve aluguel médio de R$ 3.218 por mês, o que corresponde a 91 por cento da renda mediana estimada das famílias paraibanas, de R$ 3.550. A base da renda, portanto, é estadual, e não apenas da capital.

No imóvel de 50 m², a conta foi de R$ 2.299, ou 65 por cento da mesma renda. A série mostra este movimento:

Ano50 m²70 m²
202261 por cento86 por cento
202358 por cento81 por cento
202459 por cento82 por cento
202565 por cento91 por cento

Como ler esse número

Duas cautelas ajudam a não tirar conclusão errada.

A primeira é que os 91 por cento se referem à família mediana, não aos mais pobres. O dado ligado à faixa de menor renda é outro, e trata de compra: para os 20 por cento mais pobres, com renda média de R$ 1.118, comprar um imóvel de 50 m² exigiria 28,3 anos de trabalho. Para os 20 por cento mais ricos, com renda média de R$ 21.272, seria 1,5 ano.

A segunda é que a reportagem não informa quantas famílias pagam, na prática, essa proporção da renda. O próprio informe do FipeZap Locação avisa, em nota, que o índice não incorpora os aluguéis em vigor. O dado, portanto, fala mais de quem está procurando imóvel do que de quem já tem contrato.

O que muda para quem mora de aluguel

O estudo é um retrato, e não altera nenhum contrato. A Lei 8.245/1991 continua valendo do mesmo modo. O que ela prevê para esse cenário?

  • Não há teto geral de preço. O art. 17 diz que é livre a convenção do aluguel. O valor não pode ser fixado em moeda estrangeira nem vinculado à variação cambial ou ao salário mínimo.
  • O contrato em andamento segue o índice combinado. Preço de anúncio mais alto não dá ao dono o direito de aumentar fora do reajuste. Veja a diferença entre os índices no guia de reajuste.
  • Negociar é possível a qualquer tempo. O art. 18 permite às partes fixar novo valor de comum acordo.
  • Revisão na Justiça tem prazo. Sem acordo, o art. 19 permite que dono ou inquilino peça a revisão depois de três anos de contrato ou do último acordo, para ajustar o valor ao mercado. Essa ação pode tanto reduzir quanto elevar o aluguel, como explica o guia da ação revisional.

Antes de assinar

Para quem ainda vai alugar, a conta útil é a do próprio orçamento. Some aluguel, condomínio e IPTU, quando o contrato transferir essas despesas, porque a proporção da renda piora com os encargos. A divisão de cada conta está no guia sobre quem paga o quê no aluguel.

Valores de referência: 2025, conforme o estudo divulgado pelo WSCOM.

Perguntas frequentes

Os 91 por cento valem para toda família de João Pessoa?

Não. A conta usa a renda mediana estimada das famílias paraibanas, de R$ 3.550, e o aluguel médio de um apartamento de 70 m² em 2025. Quem tem outra renda ou aluga outro tipo de imóvel terá outra proporção.

Quanto custou alugar 50 m² em João Pessoa em 2025?

Segundo o estudo, R$ 2.299 por mês em média, o que representa 65 por cento da renda mediana estimada das famílias paraibanas.

Existe limite legal para o aluguel em relação à renda?

A Lei 8.245/1991 não traz teto geral. O art. 17 diz que é livre a convenção do aluguel, com vedação à moeda estrangeira, à variação cambial e ao salário mínimo.

Quem já aluga pode pedir redução com base no estudo?

O estudo não reduz nenhum contrato. As partes podem negociar a qualquer tempo, e o art. 19 permite pedir revisão judicial depois de três anos de vigência, para ajustar o aluguel ao preço de mercado.

O estudo avaliou a compra do imóvel?

Sim. Para os 20 por cento mais pobres, com renda média de R$ 1.118, comprar um imóvel de 50 m² exigiria 28,3 anos de trabalho, segundo a reportagem.

Fontes

Revisão jurídica: Matheus Lorenzen do Amaral, advogado (OAB/RS 90.061 e OAB/SC 74.552), Araranguá/SC.
Atualizado em 6 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.

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