Inadimplência do aluguel cai a 2,93 por cento em setembro, menor nível da série
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Os númerosOnde os atrasos são maioresO que o número significa para o inquilino?O que a reportagem não informaPerguntas frequentesFontesOs números
O Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), da Superlógica, mostrou taxa de 2,93 por cento em setembro de 2026. Em agosto, a taxa havia sido de 3,11 por cento, e em julho, de 3,05 por cento, segundo o Portas. Em setembro de 2025, estava em 3,80 por cento: uma queda de 0,87 ponto percentual em 12 meses.
A série começou em abril de 2023, e o resultado de setembro é o menor dela, além de ser a primeira vez que a taxa fica abaixo de 3 por cento, segundo o Portas. O levantamento usa dados anonimizados de mais de 1 milhão de locatários, conforme a reportagem.
Onde os atrasos são maiores
Os recortes publicados pelo Correio, com base no mesmo índice, mostram que a queda não foi igual para todos.
- Faixa de aluguel: até R$ 1 mil tem as maiores taxas, 5,99 por cento no residencial e 7,41 por cento no comercial, ambas acima da média nacional. A faixa de R$ 2 mil a R$ 3 mil teve as menores: 1,72 por cento no residencial e 3,28 por cento no comercial.
- Imóveis acima de R$ 13 mil: 5,75 por cento no residencial (ante 5,96 por cento em agosto) e 4,32 por cento no comercial.
- Tipo de imóvel: comercial, 4,11 por cento; casas, 3,23 por cento; apartamentos, 2,12 por cento. Todas as categorias caíram no mês, segundo o Correio.
- Região: Nordeste, 5,08 por cento, a maior taxa; Norte, 4,45 por cento; Sul, 2,79 por cento; Sudeste, 2,76 por cento; Centro-Oeste, 2,62 por cento, a menor.
As reportagens usam recortes diferentes para imóveis de alto valor. O Portas cita 4,58 por cento para apartamentos acima de R$ 13 mil, em alta no mês, e o Correio, 5,75 por cento para residenciais na mesma faixa. São categorias distintas, e nenhuma das duas reportagens explica a relação entre elas.
O que o número significa para o inquilino?
O que é inadimplência, afinal? É a proporção de locatários com aluguel em atraso no mês. Não indica despejo, e parte dos atrasos é regularizada com pagamento ou acordo.
Quando o atraso se prolonga, a lei prevê a ação de despejo por falta de pagamento. Nela, o inquilino e o fiador podem evitar a rescisão depositando em juízo o débito atualizado, com multas, juros, custas e honorários, em 15 dias contados da citação (art. 62, II).
Não se admite essa emenda da mora se o inquilino já a usou nos 24 meses anteriores (art. 62, parágrafo único).
Em 2026, o STJ também decidiu, em caso noticiado em 19 de junho, que o pagamento das dívidas não impede o despejo quando há atraso reiterado e novos atrasos durante o processo (REsp 2.225.450, 3ª Turma). Detalhes no guia Despejo e aluguel atrasado.
O que a reportagem não informa
O IIL é um levantamento de uma empresa, a Superlógica. As reportagens informam apenas que os dados são anonimizados e cobrem mais de 1 milhão de locatários, sem detalhar a metodologia, o número de contratos ou o de imobiliárias.
Perguntas frequentes
Qual foi a inadimplência do aluguel em setembro de 2026?
2,93 por cento, segundo o Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica, ante 3,11 por cento em agosto.
É o menor nível da série?
Sim. Segundo as reportagens do Portas e do Correio, é o menor desde o início da série, em abril de 2023. Em setembro de 2025, a taxa era de 3,80 por cento.
Quais faixas de aluguel têm mais atrasos?
Os aluguéis de até R$ 1 mil tiveram as maiores taxas nos dois segmentos: 5,99 por cento no residencial e 7,41 por cento no comercial, segundo o Correio.
Qual região tem mais inadimplência?
O Nordeste, com 5,08 por cento em setembro, segundo o Correio.
O que acontece quando o inquilino atrasa o aluguel?
O locador pode cobrar e, se for o caso, ajuizar ação de despejo. O inquilino pode evitar a rescisão depositando o débito atualizado em 15 dias da citação, uma vez a cada 24 meses (arts. 62 e seguintes da Lei 8.245).
Fontes
Atualizado em 2 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.
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