Aluguel pesa mais em São Luís e Belém: índice de 88 é o pior entre 22 capitais, diz levantamento
Neste artigo
O que diz o levantamentoDuas ressalvas antes de usar o númeroO que os preços do FipeZap mostramO que isso muda para quem alugaPerguntas frequentesFontesO que diz o levantamento
Morar de aluguel custa o mesmo esforço em todas as capitais? Um levantamento publicado neste sábado (7) pelo blog Diego Emir mostra que não.
O texto cruza o Índice FipeZap de setembro de 2026 com a PNAD Contínua do IBGE, do segundo trimestre. O resultado é um índice para 22 capitais, em que número maior significa aluguel mais pesado diante da renda local. A publicação traz os valores de 15 delas; as outras 7 não aparecem.
| Capital | Índice |
|---|---|
| São Luís | 88 |
| Belém | 88 |
| Maceió | 86 |
| Recife | 79 |
| Salvador | 79 |
| Natal | 60 |
| São Paulo | 59 |
| Rio de Janeiro | 59 |
| Fortaleza | 52 |
| Teresina | 44 |
| Curitiba | 39 |
| Goiânia | 39 |
| Aracaju | 38 |
| Campo Grande | 38 |
| Porto Alegre | 35 |
Como referência, o texto cita valores medianos do conjunto das capitais: renda de R$ 4.525 e aluguel de R$ 52 por metro quadrado.
Duas ressalvas antes de usar o número
A primeira é sobre o que o índice mede. Ele não diz que o aluguel leva 88 por cento do salário. A própria publicação o descreve como comparativo, sem medir o gasto real de cada morador. O preço vem de anúncios, e não de contratos fechados.
A segunda é sobre a autoria. O blog não identifica quem fez o cálculo nem dá o valor específico de preço e renda de São Luís. Também fala em renda média na definição e em renda mediana na referência. Sem esses dados, não dá para refazer a conta.
O que os preços do FipeZap mostram
O ranking ajuda a separar duas ideias: aluguel caro e aluguel pesado.
Segundo o FipeZap de setembro, noticiado pelo Diário do Comércio, São Paulo tem o maior preço entre as capitais, com R$ 65,78 por metro quadrado. Recife vem depois, com R$ 64,39, seguido de Belém, com R$ 62,25.
Repare em São Paulo: é a mais cara, mas aparece com índice 59, abaixo de Belém, que anuncia aluguel mais barato. A diferença estaria na renda, conforme a lógica do próprio índice.
O que isso muda para quem aluga
Para o contrato em andamento, nada muda automaticamente. O reajuste segue o índice escrito na cláusula.
Quem acha o valor alto tem dois caminhos legais:
- Negociar. O art. 18 da Lei 8.245/1991 permite que as partes fixem, de comum acordo, novo valor ou mudem a cláusula de reajuste.
- Pedir revisão. O art. 19 prevê a ação revisional depois de três anos de contrato ou do último acordo, para ajustar o aluguel ao preço de mercado. Um ranking de capitais, sozinho, não prova o valor de um imóvel específico.
Quem vai assinar agora pode usar o dado de outro jeito: compare anúncios parecidos no mesmo bairro e faça a conta do aluguel, do condomínio e do IPTU em relação à sua renda, antes de fechar.
Perguntas frequentes
O índice de 88 por cento significa que o aluguel consome 88 por cento do salário?
Não. Segundo a publicação, é um indicador comparativo entre o preço do metro quadrado anunciado e a renda média do trabalho, sem medir o gasto real de cada morador.
Quem fez o levantamento?
O blog Diego Emir cita dados do FipeZap de setembro de 2026 e da PNAD Contínua do segundo trimestre, mas não diz quem fez a conta. Por isso, trate o ranking com cautela.
Por que São Paulo, com aluguel mais caro, tem índice menor que São Luís?
Porque o índice cruza preço com renda. São Paulo tem o metro quadrado mais caro entre as capitais do FipeZap, mas aparece com 59 no levantamento.
O ranking dá direito a pedir desconto no aluguel?
Não. O ranking não muda contratos. Dono e inquilino podem negociar pelo art. 18 da Lei 8.245/1991, e a revisão judicial do art. 19 tem requisitos próprios.
Fontes
Atualizado em 7 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.
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